Advérbio é a palavra que indica as circunstâncias em que se dá a ação verbal. Apesar disso, os advérbios de intensidade também podem acompanhar, além dos verbos, substantivos, adjetivos e outros advérbios.
Exemplos:
Falava muito, e nada do que falava surtia efeito.
Quase morto, andava a passos lentos pela rua.
As crianças possuem uma curiosidade muito grande.
Os seus pais passam muito bem.
O conjunto de duas ou mais palavras que têm valor de advérbio denomina-se locução adverbial.
Os advérbios e as locuções adverbiais são classificados de acordo com o seu valor semântico, isto é, com o sentido que apresentam ou a circunstância que indicam.
Alguns dos valores semânticos são: tempo, lugar, modo, dúvida, afirmação e negação. Além de ter esses valores semânticos, as locuções adverbiais podem indicar ainda outras circunstâncias como: assunto, companhia, fim, etc.
Vejamos alguns exemplos:
Concessão: Apesar da proibição, o menino foi ao jogo de futebol.
Condição: Em caso de autorização, você sairá da escola.
Conformidade: Fez o edifício de acordo com o projeto.
Negação: De maneira alguma ele será punido.
Lugar: Encontramos o dinheiro embaixo da cama.
Tempo: Terminamos o trabalho à noite.
Algumas Locuções Adverbiais mais Utilizadas
Tempo: à noite; à tarde; às vezes; de dia; de manhã; de noite; de quando em quando; de vez em quando; de tempos a tempos; em breve; por vezes;
Lugar: à direita; à esquerda; à distância; ao lado; ao largo; de cima; de dentro; de fora; de longe; de perto; em baixo; em cima; para dentro; para onde; por ali; por aqui; por dentro; por fora; por perto;
Modo: a custo; à pressa; à toa; à vontade; às avessas; às claras; às direitas; às escuras; ao acaso; a torto e a direito; ao contrário; a sós; de bom grado; de cor; de má vontade; em geral; em silêncio; em vão;
Afirmação: com certeza; com efeito; de fato; na verdade; sem dúvida;
Negação: de forma alguma; de maneira nenhuma; de modo algum.
Fonte da página: http://www.infoescola.com/portugues/locucao-adverbial/
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
Advérbios
Definição: palavra invariável que modifica essencialmente o verbo, exprimindo uma circunstância.
Advérbio modificando um verbo ou adjetivo
Ocorre quando o advérbio modifica um verbo ou um adjetivo acrescentando a eles uma circunstância. Por circunstância entende-se qualquer particularidade que determina um fato, ampliando a informação nele contida.
Ex.: Antônio construiu seu arraial popular ali.
Estradas tão ruins.
Advérbio modificando outro advérbio
Ocorre quando o advérbio modifica um adjetivo ou outro advérbio, geralmente intensificando o significado.
Ex.: Grande parte da população adulta lê muito mal.
Advérbio modificando uma oração inteira
Ocorre quando o advérbio está modificando o grupo formado por todos os outros elementos da oração, indicando uma circunstância.
Ex.:Lamentavelmente o Brasil ainda tem 19 milhões de analfabetos.
Locução Adverbial
É um conjunto de palavras que pode exercer a função de advérbio.
Ex.: De modo algum irei lá.
Tipos de Advérbios
DE MODO: Ex.:Sei muito BEM que ninguém deve passar atestado da virtude alheia.
Bem, mal, assim, adrede, melhor, pior, depressa, acinte, debalde,devagar, às pressas, às claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão e a maior parte dos que terminam em -mente:calmamente, tristemente, propositadamente, pacientemente, amorosamente, docemente, escandalosamente, bondosamente, generosamente
DE INTENSIDADE: Ex.:Acho que, por hoje, você já ouviu BASTANTE.
Muito, demais, pouco, tão, menos, em excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto, quão, tanto, assaz, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de muito, por completo,bem (quando aplicado a propriedades graduáveis)
DE TEMPO: Ex.: Leia e depois me diga QUANDO pode sair na gazeta.
Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora, amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes, doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim, afinal, amiúde, breve, constantemente, entrementes, imediatamente, primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos, em breve, hoje em dia
DE LUGAR: Ex.: A senhora sabe AONDE eu posso encontrar esse pai-de-santo?
Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, abaixo, aonde, longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro, afora, alhures, nenhures, aquém, embaixo, externamente, a distancia, à distancia de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda, ao lado, em volta
DE NEGAÇÃO: Ex.: DE MODO ALGUM irei lá
Não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum
DE DÚVIDA: Ex.: TALVEZ ela volte hoje
Acaso, porventura, possivelmente, provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe
DE AFIRMAÇÃO: Ex.: REALMENTE eles sumiram
Sim, certamente, realmente, decerto, efetivamente, certo, decididamente, realmente, deveras, indubitavelmente
DE EXCLUSÃO: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente, simplesmente, só, unicamente
DE INCLUSÃO: Ex.: Emocionalmente o indivíduo TAMBÉM amadurece durante a adolescência. Ainda, até, mesmo, inclusivamente, também
DE ORDEM: Depois, primeiramente, ultimamente
DE DESIGNAÇÃO: Eis
DE INTERROGAÇÃO: Ex.: E então? QUANDO é que embarca?
onde? (lugar), como? (modo), quando? (tempo), porque? (causa), quanto? (preço e intensidade), para que? (finalidade)
Palavras Denotativas
Há, na língua portuguesa, uma série de palavras que se assemelham a advérbios. A Nomenclatura Gramatical Brasileira não faz nenhuma classificação especial para essas palavras, por isso elas são chamadas simplesmente de palavras denotativas.
ADIÇÃO: Ex.: Comeu tudo e ainda queria mais
Ainda, além disso
AFASTAMENTO: Ex.: Foi embora daqui.
embora
AFETIVIDADE: Ex.: Ainda bem que passei de ano
Ainda bem, felizmente, infelizmente
APROXIMAÇÃO: Quase, lá por, bem, uns, cerca de, por volta de
DESIGNAÇÃO: Ex.: Eis nosso novo carro
eis
EXCLUSÃO: Ex.: Todos irão, menos ele.
Apenas, salvo, menos, exceto, só, somente, exclusive, sequer, senão,
EXPLICAÇÃO: Ex.: Viajaremos em julho, ou seja, nas férias.
isto é, por exemplo, a saber, ou seja
INCLUSÃO: Ex.: Até ele irá viajar.
Até, inclusive, também, mesmo, ademais
LIMITAÇÃO: Ex.: Apenas um me respondeu.
só, somente, unicamente, apenas
REALCE: Ex.: E você lá sabe essa questão?
é que, cá, lá, não, mas, é porque, só, ainda, sobretudo.
RETIFICAÇÃO: Ex.: Somos três, ou melhor, quatro
aliás, isto é, ou melhor, ou antes
SITUAÇÃO: Ex.: Afinal, quem perguntaria a ele?
então, mas, se, agora, afinal
Grau dos Advérbios
Os advérbios, embora pertençam à categoria das palavras invariáveis, podem apresentar variações com relação ao grau. Além do grau normal, o advérbio pode-se apresentar no grau comparativo e no superlativo.
- GRAU COMPARATIVO: quando a circunstância expressa pelo advérbio aparece em relação de comparação. O advérbio não é flexionado no grau comparativo. Para indicar esse grau utilizam as formas tão...quanto, mais...que, menos...que. Pode ser:
=> comparativo de igualdade:
Ex.; Chegarei tão cedo quanto você.
=>comparativo de superioridade:
Ex.: Chegarei mais cedo que você.
=>comparativo de inferioridade:
Ex.: Chegaremos menos cedo que você.
- GRAU SUPERLATIVO: nesse caso, a circunstancia expressa pelo advérbio aparecerá intensificada. O grau superlativo do advérbio pode ser formado tanto pelo processo sintético (acréscimo de sufixo), como pelo processo analítico (outro advérbio estará indicando o grau superlativo).
=>superlativo (ou absoluto) sintético: formado com o acréscimo de sufixo.
Ex.:Cheguei tardíssimo.
=>superlativo (ou absoluto) analítico: expresso com o auxilio de um advérbio de intensidade.
Ex.:Cheguei muito tarde.
Observações:
=>Quando se empregam dois ou mais advérbios terminados em –mente, pode-se acrescentar o sufixo apenas no ultimo.
Ex.: Nada omitiu de seu pensamento; falou clara, franca e nitidamente.
=>Quando se quer realçar o advérbio, pode-se antecipá-lo.
Ex.: Imediatamente convoquei os alunos.
Fonte da página: http://www.infoescola.com/portugues/adverbios/
Advérbio modificando um verbo ou adjetivo
Ocorre quando o advérbio modifica um verbo ou um adjetivo acrescentando a eles uma circunstância. Por circunstância entende-se qualquer particularidade que determina um fato, ampliando a informação nele contida.
Ex.: Antônio construiu seu arraial popular ali.
Estradas tão ruins.
Advérbio modificando outro advérbio
Ocorre quando o advérbio modifica um adjetivo ou outro advérbio, geralmente intensificando o significado.
Ex.: Grande parte da população adulta lê muito mal.
Advérbio modificando uma oração inteira
Ocorre quando o advérbio está modificando o grupo formado por todos os outros elementos da oração, indicando uma circunstância.
Ex.:Lamentavelmente o Brasil ainda tem 19 milhões de analfabetos.
Locução Adverbial
É um conjunto de palavras que pode exercer a função de advérbio.
Ex.: De modo algum irei lá.
Tipos de Advérbios
DE MODO: Ex.:Sei muito BEM que ninguém deve passar atestado da virtude alheia.
Bem, mal, assim, adrede, melhor, pior, depressa, acinte, debalde,devagar, às pressas, às claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão e a maior parte dos que terminam em -mente:calmamente, tristemente, propositadamente, pacientemente, amorosamente, docemente, escandalosamente, bondosamente, generosamente
DE INTENSIDADE: Ex.:Acho que, por hoje, você já ouviu BASTANTE.
Muito, demais, pouco, tão, menos, em excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto, quão, tanto, assaz, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de muito, por completo,bem (quando aplicado a propriedades graduáveis)
DE TEMPO: Ex.: Leia e depois me diga QUANDO pode sair na gazeta.
Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora, amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes, doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim, afinal, amiúde, breve, constantemente, entrementes, imediatamente, primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos, em breve, hoje em dia
DE LUGAR: Ex.: A senhora sabe AONDE eu posso encontrar esse pai-de-santo?
Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, abaixo, aonde, longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro, afora, alhures, nenhures, aquém, embaixo, externamente, a distancia, à distancia de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda, ao lado, em volta
DE NEGAÇÃO: Ex.: DE MODO ALGUM irei lá
Não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum
DE DÚVIDA: Ex.: TALVEZ ela volte hoje
Acaso, porventura, possivelmente, provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe
DE AFIRMAÇÃO: Ex.: REALMENTE eles sumiram
Sim, certamente, realmente, decerto, efetivamente, certo, decididamente, realmente, deveras, indubitavelmente
DE EXCLUSÃO: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente, simplesmente, só, unicamente
DE INCLUSÃO: Ex.: Emocionalmente o indivíduo TAMBÉM amadurece durante a adolescência. Ainda, até, mesmo, inclusivamente, também
DE ORDEM: Depois, primeiramente, ultimamente
DE DESIGNAÇÃO: Eis
DE INTERROGAÇÃO: Ex.: E então? QUANDO é que embarca?
onde? (lugar), como? (modo), quando? (tempo), porque? (causa), quanto? (preço e intensidade), para que? (finalidade)
Palavras Denotativas
Há, na língua portuguesa, uma série de palavras que se assemelham a advérbios. A Nomenclatura Gramatical Brasileira não faz nenhuma classificação especial para essas palavras, por isso elas são chamadas simplesmente de palavras denotativas.
ADIÇÃO: Ex.: Comeu tudo e ainda queria mais
Ainda, além disso
AFASTAMENTO: Ex.: Foi embora daqui.
embora
AFETIVIDADE: Ex.: Ainda bem que passei de ano
Ainda bem, felizmente, infelizmente
APROXIMAÇÃO: Quase, lá por, bem, uns, cerca de, por volta de
DESIGNAÇÃO: Ex.: Eis nosso novo carro
eis
EXCLUSÃO: Ex.: Todos irão, menos ele.
Apenas, salvo, menos, exceto, só, somente, exclusive, sequer, senão,
EXPLICAÇÃO: Ex.: Viajaremos em julho, ou seja, nas férias.
isto é, por exemplo, a saber, ou seja
INCLUSÃO: Ex.: Até ele irá viajar.
Até, inclusive, também, mesmo, ademais
LIMITAÇÃO: Ex.: Apenas um me respondeu.
só, somente, unicamente, apenas
REALCE: Ex.: E você lá sabe essa questão?
é que, cá, lá, não, mas, é porque, só, ainda, sobretudo.
RETIFICAÇÃO: Ex.: Somos três, ou melhor, quatro
aliás, isto é, ou melhor, ou antes
SITUAÇÃO: Ex.: Afinal, quem perguntaria a ele?
então, mas, se, agora, afinal
Grau dos Advérbios
Os advérbios, embora pertençam à categoria das palavras invariáveis, podem apresentar variações com relação ao grau. Além do grau normal, o advérbio pode-se apresentar no grau comparativo e no superlativo.
- GRAU COMPARATIVO: quando a circunstância expressa pelo advérbio aparece em relação de comparação. O advérbio não é flexionado no grau comparativo. Para indicar esse grau utilizam as formas tão...quanto, mais...que, menos...que. Pode ser:
=> comparativo de igualdade:
Ex.; Chegarei tão cedo quanto você.
=>comparativo de superioridade:
Ex.: Chegarei mais cedo que você.
=>comparativo de inferioridade:
Ex.: Chegaremos menos cedo que você.
- GRAU SUPERLATIVO: nesse caso, a circunstancia expressa pelo advérbio aparecerá intensificada. O grau superlativo do advérbio pode ser formado tanto pelo processo sintético (acréscimo de sufixo), como pelo processo analítico (outro advérbio estará indicando o grau superlativo).
=>superlativo (ou absoluto) sintético: formado com o acréscimo de sufixo.
Ex.:Cheguei tardíssimo.
=>superlativo (ou absoluto) analítico: expresso com o auxilio de um advérbio de intensidade.
Ex.:Cheguei muito tarde.
Observações:
=>Quando se empregam dois ou mais advérbios terminados em –mente, pode-se acrescentar o sufixo apenas no ultimo.
Ex.: Nada omitiu de seu pensamento; falou clara, franca e nitidamente.
=>Quando se quer realçar o advérbio, pode-se antecipá-lo.
Ex.: Imediatamente convoquei os alunos.
Fonte da página: http://www.infoescola.com/portugues/adverbios/
Vozes Verbais
A voz verbal indica se o sujeito gramatical é agente ou paciente da ação expressa pelo verbo. Existem três vozes do verbo ou vozes verbais no português: a voz ativa, a voz passiva e a voz reflexiva.
Voz ativa
O verbo está na voz ativa quando o sujeito gramatical é o agente da ação, ou seja, quando o sujeito gramatical pratica a ação verbal.
Exemplos:
Mariana leu o livro.
A avó fez o almoço.
O professor corrigiu as provas dos alunos.
Voz passiva
O verbo está na voz passiva quando o sujeito gramatical é o paciente da ação, ou seja, quando o sujeito gramatical sofre a ação verbal, praticada pelo agente da passiva.
Exemplos:
O livro foi lido por Mariana.
Leu-se o livro.
O almoço foi feito pela avó.
Fez-se o almoço.
As provas dos alunos foram corrigidas pelo professor.
Corrigiram-se as provas.
Existem dois processos distintos de formação da voz passiva: o analítico e o sintético.
Voz passiva analítica
É formada por um verbo auxiliar (normalmente o verbo ser), mais o particípio de um verbo transitivo, seguindo quase sempre a estrutura: sujeito paciente + verbo auxiliar + particípio + preposição + agente da passiva.
Exemplos:
A dança foi coreografada por ela.
As capas dos cadernos foram enfeitadas pelas crianças.
Os pacientes serão atendidos pelo médico logo que possível.
Exemplo de conjugação na voz passiva analítica:
Verbo vender no pretérito perfeito do Indicativo:
(Eu) fui vendido
(Tu) foste vendido
(Ele) foi vendido
(Nós) fomos vendidos
(Vós) fostes vendidos
(Eles) foram vendidos
Notas:
Além do verbo ser, existem outros verbos auxiliares que, embora menos frequentes, podem formar a voz passiva analítica, como os verbos estar, ficar, andar, viver,…
Normalmente é utilizada a preposição por, ou suas formas contraídas (pelo, pela, pelos, pelas), para a formação da voz passiva analítica.
Voz passiva sintética
É formada por um verbo transitivo conjugado na 3.ª pessoa do singular ou do plural mais o pronome apassivador se, seguindo quase sempre a estrutura: verbo transitivo + pronome se + sujeito paciente.
Exemplos:
Vendem-se limões.
Cantam-se canções.
Finalizou-se o acordo.
Voz reflexiva
O verbo está na voz reflexiva quando o sujeito gramatical é ao mesmo tempo agente e paciente da ação, ou seja, quando o sujeito gramatical pratica e sofre a ação verbal. É formada por um verbo na voz ativa mais um pronome oblíquo reflexivo (me, te, se, nos, vos, se), atuando como objeto. A voz reflexiva pode ser recíproca, ou seja, quando há dois sujeitos que praticam a ação um no outro.
Exemplos:
A menina penteia-se todos os dias.
O cozinheiro feriu-se com a faca.
Nós olhamo-nos no espelho.
Eles olharam-se longamente antes de se abraçarem.
Pedro e Bianca amam-se muito.
Exemplo de conjugação reflexiva:
Verbo sentar no presente do Indicativo:
(Eu) sento-me
(Tu) sentas-te
(Ele) senta-se
(Nós) sentamo-nos
(Vós) sentai-vos
(Eles) sentam-se
Passagem da voz ativa para a voz passiva analítica
Voz ativa: O arquiteto desenhou o esboço do edifício.
Voz passiva analítica: O esboço do edifício foi desenhado pelo arquiteto.
Voz ativa:
Sujeito da ativa: o arquiteto
Verbo transitivo: desenhou
Objeto direto: o esboço do edifício
Voz passiva analítica:
Sujeito da passiva: o esboço do edifício
Locução verbal: foi desenhado
Agente da passiva: o arquiteto
Mudanças que ocorrem:
O sujeito da voz ativa se transforma em agente da passiva.
O objeto direto da voz ativa se transforma no sujeito da passiva.
O verbo transitivo da voz ativa se transforma em locução verbal (verbo auxiliar ser + particípio do verbo principal).
Passagem da voz ativa para a voz passiva sintética
Voz ativa: O arquiteto desenhou o esboço do edifício.
Voz passiva sintética: Desenhou-se o esboço do edifício.
Voz ativa:
Sujeito da ativa: o arquiteto
Verbo transitivo: desenhou
Objeto direto: o esboço do edifício
Voz passiva sintética:
Sujeito da passiva: o esboço do edifício
Verbo transitivo: desenhou
Partícula apassivadora: se
Mudanças que ocorrem:
O objeto direto da voz ativa se transforma no sujeito da passiva.
O sujeito da voz ativa se transforma na partícula apassivadora se, não havendo agente da passiva.
Fonte da página: http://www.normaculta.com.br/vozes-verbais/
Voz ativa
O verbo está na voz ativa quando o sujeito gramatical é o agente da ação, ou seja, quando o sujeito gramatical pratica a ação verbal.
Exemplos:
Mariana leu o livro.
A avó fez o almoço.
O professor corrigiu as provas dos alunos.
Voz passiva
O verbo está na voz passiva quando o sujeito gramatical é o paciente da ação, ou seja, quando o sujeito gramatical sofre a ação verbal, praticada pelo agente da passiva.
Exemplos:
O livro foi lido por Mariana.
Leu-se o livro.
O almoço foi feito pela avó.
Fez-se o almoço.
As provas dos alunos foram corrigidas pelo professor.
Corrigiram-se as provas.
Existem dois processos distintos de formação da voz passiva: o analítico e o sintético.
Voz passiva analítica
É formada por um verbo auxiliar (normalmente o verbo ser), mais o particípio de um verbo transitivo, seguindo quase sempre a estrutura: sujeito paciente + verbo auxiliar + particípio + preposição + agente da passiva.
Exemplos:
A dança foi coreografada por ela.
As capas dos cadernos foram enfeitadas pelas crianças.
Os pacientes serão atendidos pelo médico logo que possível.
Exemplo de conjugação na voz passiva analítica:
Verbo vender no pretérito perfeito do Indicativo:
(Eu) fui vendido
(Tu) foste vendido
(Ele) foi vendido
(Nós) fomos vendidos
(Vós) fostes vendidos
(Eles) foram vendidos
Notas:
Além do verbo ser, existem outros verbos auxiliares que, embora menos frequentes, podem formar a voz passiva analítica, como os verbos estar, ficar, andar, viver,…
Normalmente é utilizada a preposição por, ou suas formas contraídas (pelo, pela, pelos, pelas), para a formação da voz passiva analítica.
Voz passiva sintética
É formada por um verbo transitivo conjugado na 3.ª pessoa do singular ou do plural mais o pronome apassivador se, seguindo quase sempre a estrutura: verbo transitivo + pronome se + sujeito paciente.
Exemplos:
Vendem-se limões.
Cantam-se canções.
Finalizou-se o acordo.
Voz reflexiva
O verbo está na voz reflexiva quando o sujeito gramatical é ao mesmo tempo agente e paciente da ação, ou seja, quando o sujeito gramatical pratica e sofre a ação verbal. É formada por um verbo na voz ativa mais um pronome oblíquo reflexivo (me, te, se, nos, vos, se), atuando como objeto. A voz reflexiva pode ser recíproca, ou seja, quando há dois sujeitos que praticam a ação um no outro.
Exemplos:
A menina penteia-se todos os dias.
O cozinheiro feriu-se com a faca.
Nós olhamo-nos no espelho.
Eles olharam-se longamente antes de se abraçarem.
Pedro e Bianca amam-se muito.
Exemplo de conjugação reflexiva:
Verbo sentar no presente do Indicativo:
(Eu) sento-me
(Tu) sentas-te
(Ele) senta-se
(Nós) sentamo-nos
(Vós) sentai-vos
(Eles) sentam-se
Passagem da voz ativa para a voz passiva analítica
Voz ativa: O arquiteto desenhou o esboço do edifício.
Voz passiva analítica: O esboço do edifício foi desenhado pelo arquiteto.
Voz ativa:
Sujeito da ativa: o arquiteto
Verbo transitivo: desenhou
Objeto direto: o esboço do edifício
Voz passiva analítica:
Sujeito da passiva: o esboço do edifício
Locução verbal: foi desenhado
Agente da passiva: o arquiteto
Mudanças que ocorrem:
O sujeito da voz ativa se transforma em agente da passiva.
O objeto direto da voz ativa se transforma no sujeito da passiva.
O verbo transitivo da voz ativa se transforma em locução verbal (verbo auxiliar ser + particípio do verbo principal).
Passagem da voz ativa para a voz passiva sintética
Voz ativa: O arquiteto desenhou o esboço do edifício.
Voz passiva sintética: Desenhou-se o esboço do edifício.
Voz ativa:
Sujeito da ativa: o arquiteto
Verbo transitivo: desenhou
Objeto direto: o esboço do edifício
Voz passiva sintética:
Sujeito da passiva: o esboço do edifício
Verbo transitivo: desenhou
Partícula apassivadora: se
Mudanças que ocorrem:
O objeto direto da voz ativa se transforma no sujeito da passiva.
O sujeito da voz ativa se transforma na partícula apassivadora se, não havendo agente da passiva.
Fonte da página: http://www.normaculta.com.br/vozes-verbais/
Predicação Verbal
Chama-se predicação verbal o resultado da ligação que se estabelece entre o sujeito e o verbo e entre os verbos e os complementos. Quanto à predicação, os verbos podem ser intransitivos, transitivos ou de ligação.
1) Verbo Intransitivo
É aquele que traz em si a ideia completa da ação, sem necessitar, portanto, de um outro termo para completar o seu sentido. Sua ação não transita.
Por Exemplo:
O verbo cair é intransitivo, pois encerra um significado completo. Se desejar, o falante pode acrescentar outras informações, como:
local: O avião caiu sobre as casas da periferia.
modo: O avião caiu lentamente.
tempo: O avião caiu no mês passado.
Essas informações ampliam o significado do verbo, mas não são necessárias para que se compreenda a informação básica.
2) Verbo Transitivo
É o verbo que vem acompanhado por complemento: quem sente, sente algo; quem revela, revela algo a alguém. O sentido desse verbo transita, isto é, segue adiante, integrando-se aos complementos, para adquirir sentido completo. Veja:
| S. Simples | Predicado | |
| As crianças | precisam | de carinho. |
| 1 | 2 | |
1= Verbo Transitivo
2= Complemento Verbal (Objeto)
2= Complemento Verbal (Objeto)
O verbo transitivo pode ser:
a) Transitivo Direto: é quando o complemento vem ligado ao verbo diretamente, sem preposição obrigatória.
Por Exemplo:
| Nós | escutamos | nossa música favorita. |
| 1 |
1= Verbo Transitivo Direto
b) Transitivo Indireto: é quando o complemento vem ligado ao verbo indiretamente, com preposição obrigatória.
Por Exemplo:
| Eu | gosto | de sorvete. |
| 2 |
2 = Verbo Transitivo Indireto
c) Transitivo Direto e Indireto: é quando a ação contida no verbo transita para o complemento direta e indiretamente, ao mesmo tempo.
Por Exemplo:
| Ela | contou | tudo ao namorado. |
| 3 |
3= Verbo Transitivo Direto e Indireto
3) Verbo de Ligação
É aquele que, expressando estado, liga características ao sujeito, estabelecendo entre eles (sujeito e características) certos tipos de relações.
O verbo de ligação pode expressar:
a) estado permanente: ser, viver.
Por Exemplo:
Sandra vive alegre.
b) estado transitório: estar, andar, achar-se, encontrar-se
Por Exemplo:
Mamãe encontra-se bem.
c) estado mutatório: ficar, virar, tornar-se, fazer-se
Por Exemplo:
- Júlia ficou brava.
Júlia fez-se brava.
d) continuidade de estado: continuar, permanecer
Por Exemplo:
Renato permanece mal.
e) estado aparente: parecer
Por Exemplo:
Observação: a classificação do verbo quanto à predicação deve ser feita de acordo com o contexto e não isoladamente. Um mesmo verbo pode aparecer ora como intransitivo, ora como de ligação. Veja:
1 - O jovem anda devagar.
anda = verbo intransitivo, expressa uma ação.
2 - O jovem anda preocupado.
anda= verbo de ligação, expressa um estado.
Fonte da página: http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint11.php
Classificação dos Verbos
Um aspecto de suma importância encontra-se relacionado ao assunto que ora se faz presente – a forma pela qual os verbos são conjugados. Assim, mentalizamos acerca daquela forma que sistematicamente assumem ao serem flexionados, levando-se em consideração as conjugações a que pertencem, isto é, primeira (terminação “ar”), segunda (“er”) e terceira (“ir”). Para cada uma delas, considera-se que haja um padrão convencional no que tange a esta conjugação, também chamado de paradigma, o qual representa as formas verbais concebidas como regulares. Como por exemplo, em:
Constatamos que não houve mudança no radical, e que todas as terminações seguem a um determinado convencionalismo, tendo em vista a forma verbal e suas respectivas pessoas gramaticais.
Contudo, há casos em que tais aspectos não se manifestam em sua totalidade, revelados pela relação que se estabelece com o referido paradigma. Diante disso, os verbos são assim classificados:
Regulares – São aqueles que obedecem a um paradigma referente à respectiva conjugação, sem que haja alteração no radical. Exemplificando, temos os verbos pular, vender e partir.
Irregulares – São os que não seguem nenhum paradigma da respectiva conjugação, uma vez que apresentam irregularidades, tanto no radical quanto nas terminações. Representando tal categoria temos os verbos fazer e medir, assim representados:
Anômalos – São aqueles que, durante a conjugação, apresentam profundas alterações no radical, como é o caso do verbo “ir” “ser”.
Defectivos – São verbos que não apresentam uma conjugação completa, fato este que decorre da eufonia (efeito de produzir um bom som) e da homofonia (efeito de produzir um som igual). Citamos o verbo “computar”, isento da conjugação que se refere às três pessoas gramaticais (eu, tu e ele), dado ao mau som (cacofonia) produzido mediante a conjugação. Representando a homofonia temos o caso do verbo falir, uma vez desprovido da primeira pessoa gramatical, por assemelhar-se ao verbo falar (eu falo). Desta forma, são assim evidenciados:
Abundantes – São aqueles que apresentam mais de uma forma. Geralmente essa abundância ocorre no particípio, na forma regular e irregular. Entre os verbos que compartilham desta característica, citamos:
Aceitar
particípio regular – aceitado
particípio irregular – aceito
Expulsar
particípio regular – expulsado
particípio irregular – expulso
Fonte da página: http://www.portugues.com.br/gramatica/as-classificacoes-dos-verbos.html
Constatamos que não houve mudança no radical, e que todas as terminações seguem a um determinado convencionalismo, tendo em vista a forma verbal e suas respectivas pessoas gramaticais.
Contudo, há casos em que tais aspectos não se manifestam em sua totalidade, revelados pela relação que se estabelece com o referido paradigma. Diante disso, os verbos são assim classificados:
Regulares – São aqueles que obedecem a um paradigma referente à respectiva conjugação, sem que haja alteração no radical. Exemplificando, temos os verbos pular, vender e partir.
Irregulares – São os que não seguem nenhum paradigma da respectiva conjugação, uma vez que apresentam irregularidades, tanto no radical quanto nas terminações. Representando tal categoria temos os verbos fazer e medir, assim representados:
Anômalos – São aqueles que, durante a conjugação, apresentam profundas alterações no radical, como é o caso do verbo “ir” “ser”.
Defectivos – São verbos que não apresentam uma conjugação completa, fato este que decorre da eufonia (efeito de produzir um bom som) e da homofonia (efeito de produzir um som igual). Citamos o verbo “computar”, isento da conjugação que se refere às três pessoas gramaticais (eu, tu e ele), dado ao mau som (cacofonia) produzido mediante a conjugação. Representando a homofonia temos o caso do verbo falir, uma vez desprovido da primeira pessoa gramatical, por assemelhar-se ao verbo falar (eu falo). Desta forma, são assim evidenciados:
Abundantes – São aqueles que apresentam mais de uma forma. Geralmente essa abundância ocorre no particípio, na forma regular e irregular. Entre os verbos que compartilham desta característica, citamos:
Aceitar
particípio regular – aceitado
particípio irregular – aceito
Expulsar
particípio regular – expulsado
particípio irregular – expulso
Fonte da página: http://www.portugues.com.br/gramatica/as-classificacoes-dos-verbos.html
domingo, 11 de outubro de 2015
Ordem Geopolítica e Econômica: do Pós Guerra aos Dias de Hoje
Na época a paz era impossível, porque as superpotências tinham interesses políticos e econômicos antagônicos e cada uma delas tentava expandir sua respectiva zona de influência. Entretanto, a guerra era improvável, porque, caso acontecesse, seria uma luta sem vencedores, pois as armas nucleares destruiriam todo o planeta.
No pós-guerra, o papel do Bird – (Banco Internacional de reconstrução e Desenvolvimento) – mais conhecido como banco mundial, foi o de financiador da reconstrução dos países aliados aos Estados Unidos e posteriormente, passou a se encarregar de financiamentos, em longo prazo, de projetos visando ao desenvolvimento dos paises membros. O FMI – Fundo Monetário Internacional – Tinha como objetivo conceder empréstimos de curto prazo para pagar a divida externa de países membros com problema. Deveria zelar também pelo bom funcionamento do sistema financeiro internacional, principalmente pela estabilidade das moedas e do câmbio.
O plano Marshall, idealizado em 1947 pelo então secretário de Estado norte-americano George C.Marshall, consistiu na canalização de bilhões de dólares (em torno de U$ 12 bilhões entre 1948 e 1952) aos aliados da Europa Ocidental. Visava recuperar a economia desses países, que fora devastado pela Segunda Guerra, consolidando a hegemonia norte-americana no bloco ocidental e garantindo fluxo de produtos e capitais de suas empresas nesses mercados. Além desse interesse econômico, o plano converteu-se, ao consolidar as economias capitalistas, num sustentáculo da Doutrina Truman, que visava conter a expansão da influência soviética na Europa Ocidental.
O Conflito Leste X Oeste tinha uma forte conotação geopolítica e ideológica durante a Guerra fria. Opunham-se as duas superpotências e seus respectivos sistemas sociais, econômicos e políticos, definindo as zonas de influencia da União Soviética, socialista com regime de partido único, e dos Estados Unido, capitalista com regime democrático.
O conflito Norte X Sul caracteriza a oposição entre os paises desenvolvidos e os subdesenvolvidos, ou também chamados países ricos e países pobres, respectivamente, apesar de não evidenciar a oposição de classe entre ricos e pobres, que é bastante acentuada nos países subdesenvolvidos, mas que também existe nos países desenvolvidos. Com o fim da guerra fria o conflito Leste X Oeste, que era essencialmente geopolítico-ideologico, aflora de forma clara o conflito Norte X Sul que é predominantemente de natureza econômica.
Os principais símbolos da ordem mundial no período da Guerra Fria foram à Alemanha dividida, o Muro de Berlim, a bipolarização militar, muito nítida na Europa separada pela Cortina de Ferro, Com a OTAN de um lado e o Pacto de Varsóvia do outro etc.
Hoje vivemos num mundo multipolar, O fato, porém, é que com o final da Guerra Fria e da bipolaridade entre as duas superpotências, o mundo ficou mais instável, imprevisível e emergiram novos focos de tensão, como é o caso dos conflitos étnicos e dos ataques terroristas.
Fonte da página: http://geografandophb.blogspot.com.br/2012/08/geopolitica-e-economia-do-periodo-pos.html
Guerra Fria
Ao final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o cenário político mundial testemunhava o período de maior tensão de sua história. De um lado, os Estados Unidos (EUA), uma potência capitalista; de outro, a União Soviética (URSS), uma potência socialista; em ambos os lados, armamentos com tecnologia nuclear que poderiam causar sérios danos a toda humanidade.
Ao final das contas, nenhum tiro foi diretamente disparado entre os dois lados do “conflito”, o que justifica o nome Guerra Fria. O que se pode dizer é que esse conflito foi marcado pelas disputas indiretas entre as duas potências rivais em busca de maior poderio político e, principalmente, militar sobre as diferentes partes do mundo.
Tal configuração ocorreu em função do fato de que uma guerra nuclear não seria vantajosa para nenhum dos blocos nela envolvidos. O mundo apenas conheceria o caos e o possível vencedor desse conflito não teria o que comemorar, pois somente haveria radiação e problemas estruturais no espaço geográfico do país derrotado. Por essa razão, o sociólogo Raymond Aron proferiu uma frase que ficou mundialmente conhecida: "A Guerra Fria foi um período em que a guerra era improvável, e a paz, impossível".
A Partilha da Alemanha
A Alemanha nazista foi a grande derrotada da Segunda Guerra Mundial e, com isso, teve o seu território dominado e controlado pelos países que formavam a base aliada durante o conflito: EUA, URSS, França e Inglaterra. Esses países, na Conferência de Potsdam, em 1945, dividiram o espaço alemão em duas principais partes: de um lado, a Alemanha Ocidental, dominada pelas nações capitalistas; de outro, a Alemanha Oriental, dominada pela União Soviética. A capital Berlim também ficou igualmente dividida. Observe o mapa abaixo:
Plano Marshall x Plano Molotov
Não foi somente a Alemanha a prejudicada com a Segunda Guerra Mundial. Como esse evento aconteceu quase que inteiramente em território europeu, a maior parte dos países envolvidos sofreu severas consequências econômicas, sociais e estruturais. Em função dessa fragilidade, os Estados Unidos acionaram aquilo que foi chamado de Plano Marshall, em que grandes empréstimos foram concedidos a esses países para as suas reconstruções.
Essa postura era uma estratégia norte-americana para evitar que as nações europeias, em função de suas relativas fraquezas, sofressem intervenções dos soviéticos, além de ser uma ação para conter possíveis movimentos e revoluções socialistas internas. Com isso, os Estados Unidos consolidaram a sua base de influência naquilo que foi denominado de “Oeste Europeu”, ou Europa Capitalista, em oposição ao Leste Europeu, que era formado pelos territórios de domínio e influência soviéticos. Além do Plano Marshall, os Estados Unidos também criaram o Plano Colombo, que possuía a mesma função, só que o seu alvo eram os países asiáticos.
Entre os países que mais receberam ajuda dos estadunidenses, o Reino Unido lidera a lista, seguido, respectivamente, por França, Japão, Itália, Alemanha Ocidental, entre outros.
Em resposta ao Plano Marshall, a União Soviética elaborou o chamado Plano Molotov, com o igual objetivo de realizar uma ampla ajuda econômica aos outros territórios a fim de ampliar o seu espaço de influência pelo mundo. Esse ajuda financeira envolveu praticamente todos os países de influência socialista, como a Alemanha Oriental, Polônia, Bulgária, Cuba e muitos outros.
OTAN x Pacto de Varsóvia
Em um cenário que favorecia cada vez mais a tensão entre os dois blocos de poder durante a Guerra Fria, a organização de instituições e pactos militares era imprescindível por ambas as partes.
Com isso, do lado capitalista, foi fundada a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que ainda existe e é uma das instituições mais poderosas da atualidade. Já do lado socialista, foi fundado o Pacto de Varsóvia. Essas organizações funcionavam da seguinte forma: caso um de seus países-membros fosse atacado, as demais partes deveriam imediatamente intervir ou enviar ajuda. Isso colaborou para a emergência dos vários combates indiretos que ocorreram durante esse período, a exemplo da Guerra das Coreias (1950-1953) e a Guerra do Vietnã (1959-1975). .
Com essas ações e intervenções por parte dos dois blocos de poder, houve uma divisão do espaço territorial mundial, que se deu de modo mais concentrado nos países da Europa, que protagonizou a chamada Cortina de Ferro, que dividia os territórios socialistas dos capitalistas.
As corridas armamentista e espacial
A disputa entre EUA e URSS não ocorria apenas no plano territorial, político e econômico mundial. O principal elemento em disputa era a hegemonia militar e tecnológica. Nesse sentido, os dois países envolveram-se em uma cega corrida para decidir qual das duas potências possuía maior quantidade de armamentos e tecnologias nucleares, bem como os melhores programas e conquistas espaciais.
No plano militar, os Estados Unidos, desde o final da Segunda Guerra Mundial, dominavam a produção e o uso da bomba atômica, como as que provocaram a destruição das cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Tempos depois, em 1949, a União Soviética também anunciava o seu domínio sobre a tecnologia nuclear.
No plano espacial, foi a União Soviética quem deu a largada. Em 1957, foi lançado pelos soviéticos o primeiro satélite espacial construído pelo homem, o Sputnik. No mesmo ano, entrou em órbita o Sputnik 2, que consistiu na primeira viagem ao espaço tripulada por um ser vivo (no caso, a famosa cachorra Laika). Para completar as façanhas, os socialistas também foram os primeiros a fotografar a superfície da Lua (em 1959) e os primeiros a enviarem um ser humano ao espaço, em 1961.
Dessa forma, no ano seguinte, 1962, os Estados Unidos conseguiram, finalmente, responder à altura com o primeiro voo espacial ao redor da Terra. Já em 1969, ocorreu a tão sonhada visita à Lua pelos Estados Unidos, na missão operada pelos tripulantes da Apolo 11.
Apesar de alguns acordos assinados, principalmente no plano militar, as corridas armamentista e espacial, segundo a maioria dos analistas, só conheceram o seu fim com a crise soviética e o fim da Guerra Fria, ao final de década de 1980 e início da década de 1990.
Fonte da página: http://www.brasilescola.com/geografia/guerra-fria.htm
Ao final das contas, nenhum tiro foi diretamente disparado entre os dois lados do “conflito”, o que justifica o nome Guerra Fria. O que se pode dizer é que esse conflito foi marcado pelas disputas indiretas entre as duas potências rivais em busca de maior poderio político e, principalmente, militar sobre as diferentes partes do mundo.
Tal configuração ocorreu em função do fato de que uma guerra nuclear não seria vantajosa para nenhum dos blocos nela envolvidos. O mundo apenas conheceria o caos e o possível vencedor desse conflito não teria o que comemorar, pois somente haveria radiação e problemas estruturais no espaço geográfico do país derrotado. Por essa razão, o sociólogo Raymond Aron proferiu uma frase que ficou mundialmente conhecida: "A Guerra Fria foi um período em que a guerra era improvável, e a paz, impossível".
A Partilha da Alemanha
A Alemanha nazista foi a grande derrotada da Segunda Guerra Mundial e, com isso, teve o seu território dominado e controlado pelos países que formavam a base aliada durante o conflito: EUA, URSS, França e Inglaterra. Esses países, na Conferência de Potsdam, em 1945, dividiram o espaço alemão em duas principais partes: de um lado, a Alemanha Ocidental, dominada pelas nações capitalistas; de outro, a Alemanha Oriental, dominada pela União Soviética. A capital Berlim também ficou igualmente dividida. Observe o mapa abaixo:
![]() |
| Divisão da Alemanha após o término da Segunda Guerra Mundial. Créditos: W. B. Wilson |
Plano Marshall x Plano Molotov
Não foi somente a Alemanha a prejudicada com a Segunda Guerra Mundial. Como esse evento aconteceu quase que inteiramente em território europeu, a maior parte dos países envolvidos sofreu severas consequências econômicas, sociais e estruturais. Em função dessa fragilidade, os Estados Unidos acionaram aquilo que foi chamado de Plano Marshall, em que grandes empréstimos foram concedidos a esses países para as suas reconstruções.
Essa postura era uma estratégia norte-americana para evitar que as nações europeias, em função de suas relativas fraquezas, sofressem intervenções dos soviéticos, além de ser uma ação para conter possíveis movimentos e revoluções socialistas internas. Com isso, os Estados Unidos consolidaram a sua base de influência naquilo que foi denominado de “Oeste Europeu”, ou Europa Capitalista, em oposição ao Leste Europeu, que era formado pelos territórios de domínio e influência soviéticos. Além do Plano Marshall, os Estados Unidos também criaram o Plano Colombo, que possuía a mesma função, só que o seu alvo eram os países asiáticos.
Entre os países que mais receberam ajuda dos estadunidenses, o Reino Unido lidera a lista, seguido, respectivamente, por França, Japão, Itália, Alemanha Ocidental, entre outros.
Em resposta ao Plano Marshall, a União Soviética elaborou o chamado Plano Molotov, com o igual objetivo de realizar uma ampla ajuda econômica aos outros territórios a fim de ampliar o seu espaço de influência pelo mundo. Esse ajuda financeira envolveu praticamente todos os países de influência socialista, como a Alemanha Oriental, Polônia, Bulgária, Cuba e muitos outros.
OTAN x Pacto de Varsóvia
Em um cenário que favorecia cada vez mais a tensão entre os dois blocos de poder durante a Guerra Fria, a organização de instituições e pactos militares era imprescindível por ambas as partes.
Com isso, do lado capitalista, foi fundada a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que ainda existe e é uma das instituições mais poderosas da atualidade. Já do lado socialista, foi fundado o Pacto de Varsóvia. Essas organizações funcionavam da seguinte forma: caso um de seus países-membros fosse atacado, as demais partes deveriam imediatamente intervir ou enviar ajuda. Isso colaborou para a emergência dos vários combates indiretos que ocorreram durante esse período, a exemplo da Guerra das Coreias (1950-1953) e a Guerra do Vietnã (1959-1975). .
Com essas ações e intervenções por parte dos dois blocos de poder, houve uma divisão do espaço territorial mundial, que se deu de modo mais concentrado nos países da Europa, que protagonizou a chamada Cortina de Ferro, que dividia os territórios socialistas dos capitalistas.
![]() |
| Ilustração da divisão do espaço europeu pela Cortina de Ferro. Créditos: Kseferovic |
As corridas armamentista e espacial
A disputa entre EUA e URSS não ocorria apenas no plano territorial, político e econômico mundial. O principal elemento em disputa era a hegemonia militar e tecnológica. Nesse sentido, os dois países envolveram-se em uma cega corrida para decidir qual das duas potências possuía maior quantidade de armamentos e tecnologias nucleares, bem como os melhores programas e conquistas espaciais.
No plano militar, os Estados Unidos, desde o final da Segunda Guerra Mundial, dominavam a produção e o uso da bomba atômica, como as que provocaram a destruição das cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Tempos depois, em 1949, a União Soviética também anunciava o seu domínio sobre a tecnologia nuclear.
No plano espacial, foi a União Soviética quem deu a largada. Em 1957, foi lançado pelos soviéticos o primeiro satélite espacial construído pelo homem, o Sputnik. No mesmo ano, entrou em órbita o Sputnik 2, que consistiu na primeira viagem ao espaço tripulada por um ser vivo (no caso, a famosa cachorra Laika). Para completar as façanhas, os socialistas também foram os primeiros a fotografar a superfície da Lua (em 1959) e os primeiros a enviarem um ser humano ao espaço, em 1961.
Dessa forma, no ano seguinte, 1962, os Estados Unidos conseguiram, finalmente, responder à altura com o primeiro voo espacial ao redor da Terra. Já em 1969, ocorreu a tão sonhada visita à Lua pelos Estados Unidos, na missão operada pelos tripulantes da Apolo 11.
Apesar de alguns acordos assinados, principalmente no plano militar, as corridas armamentista e espacial, segundo a maioria dos analistas, só conheceram o seu fim com a crise soviética e o fim da Guerra Fria, ao final de década de 1980 e início da década de 1990.
Fonte da página: http://www.brasilescola.com/geografia/guerra-fria.htm
Assinar:
Postagens (
Atom)











