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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Revolução Francesa

Formação da Contrarrevolução

Externamente, países não aceitavam a revolução na França, por medo da influência sobre a sua população. Nesse caso, Luís XVI tenta fugir, mas acaba sendo preso, se resultando em estopim para os jacobinos assumirem o poder.

República Jacobina

Houve a reformulação de uma nova constituição, tendo o voto universal (masculino), educação gratuita para todos e o fim da escravidão nas colônias francesas. Entretanto, São Domingos (Haiti) já havia conquistado a sua independência antes da república jacobina.
Sendo assim, foram criadas também as novas organizações, que são elas: o Novo Calendário e, também, a Lei dos Máximos, que impõe um teto máximo para o preço de vários produtos para o consumo da camada popular, mas essa lei acaba não dando certo, ocorrendo o boicote de produtores.
No Comitê de Salvação Pública, que comandava os exércitos e administrava as finanças públicas da França na época da Revolução Francesa, houve a investigação dos "traidores", e no tribunal revolucionário ocorreu o julgamento dos "traidores", com tudo isso sendo liderado por Robespierre.

Problemas do período

No Período do Terror, que foi um período compreendido entre agosto de 1792 (queda dos girondinos) e 27 de julho de 1794 (prisão de Maximilien de Robespierre, ex-líder dos Jacobinos), ocorreu a radicalização jacobina, acabando com que a população não apoiasse mais. Com esse fato, os girondinos aproveitam para dar golpe sobre os jacobinos, e no final acabam reassumindo o poder. Esse golpe recebe o nome de 9 Termidor (reação termidoriana).

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Segundo Reinado

Questão da mão-de-obra

Imigrantes

Houve o projeto de embranquecimento da população brasileira, tendo então duas áreas de atuação: as lavouras de café e as indústrias.

Lei de Terras (1850)

A Lei de Terras, como ficou conhecida a lei nº 601 de 18 de setembro de 1850, foi a primeira iniciativa no sentido de organizar a propriedade privada no Brasil. Nela, a posse da terra passa a ser apenas por compra, evitando assim que migrantes e pessoas humildes tenham acesso à terra e deixem de ser mão de obra barata nas fazendas e nas fábricas.

Sistema de imigração

Os sistemas de imigração eram a parceria, em que a mesma era particular, e a subvencionada, que era do governo.

Política externa

Relações Brasil - Inglaterra

Algumas relações que podemos citar é a Questão Christie, que havia a carga de um navio roubado e a prisão de marinheiros britânicos, e o Problema Diplomático.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Revolução Francesa

Antecedentes

Regime absolutista

No Regime Absolutista, que foi uma teoria política que defende que alguém (em geral, um monarca) deve ter o poder absoluto, isto é, independente de outro órgão, houve a falta de liberdades e direitos, influência do Iluminismo sobre a população e a fome e miséria dos camponeses, que teria sido o período de seca na agricultura.
França gasta recursos ajudando as Treze Colônias, que foi quando a América do Norte teria sido marcada por intensos conflitos entre os ingleses e os povos indígenas da região, no seu recesso de independência. Houve também o aumento de impostos.

População pressiona o Rei Luís XVI

A população chega a pressionar o Rei Luís XVI e, para desenrolar a crise, Luís XVI convoca os Estados Gerais para o parlamento, a votação pelo fim da sociedade de privilégios e o voto secundário.

1º e 2º estados X 3º estados

A burguesia não aceita e se separa dos Estados Gerais, dando o começo da Revolução Francesa.

Derrubada da Bastilha

Houve a prisão política e o símbolo do absolutismo do Rei.

Criação de uma constituição liberal

- Voto censitário
- Fim da sociedade de privilégios
- Liberdades

Declaração dos direitos do homem e do cidadão (direitos políticos).

Códigos Civil do Clero

As terras da Igreja passaram a pertencer ao Estado, fazendo com que parte do clero não aceitasse, dando início ao clero refratário.

Divisão dos burgueses

Os Girondinos seria a alta e média burguesia, e os Jacobinos seria a baixa burguesia. Os Girondinos dominam a assembleia, mas os Jacobinos não aceitam.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Segundo Reinado

Economia

Na economia, o principal produto de exportação será o café. Nele, há o modelo agro-exportador, e o governo brasileiro e seus parceiros internacionais, principalmente os ingleses, não estavam interessados em estimular a atividade industrial no Brasil.

Surto Industrial brasileiro

Na Tarifa Alves Branco (1844), que foi uma medida que incentivou a indústria brasileira durante o Império, produtos estrangeiros sem concorrentes no Brasil pagariam 30% de imposto, e os produtos estrangeiros com concorrentes, também no Brasil, pagariam 60% de imposto. Essa tarifa vai estimular a produção industrial no Brasil.

Era Mauá

O Barão de Mauá foi um empresário brasileiro responsável pelo desenvolvimento industrial no período. Suas realizações foram:

- Construção da 1ª Estrada de Ferro do Brasil (ligando o porto Estrela, em Magé, a raiz da serra, em Petrópolis).
- Fundou Bancos e Companhias de Seguro.
- Fábrica de peças de couro.
- Companhia de Iluminação.
- Instalou a 1ª linha de telégrafos do Brasil.

O Mauá faliu por causa da falta de apoio do governo e da concorrência estrangeira, estimulada pela revogação da Tarifa Alves Branco.

Fim do Tráfico de Escravos

As pressões da Inglaterra para o fim do tráfico negreiro vão aumentar, principalmente, após a promulgação da Tarifa Alves Branco.
Em 1825 o governo brasileiro havia se comprometido a acabar com o tráfico, mas não tomava medidas efetivas ("lei pra inglês ver"). Os ingleses reagiram decretando uma lei que permitia o abate e/ou conflito de navios negreiros, o Bill Aberdeen.
O governo em 1850 decreta a lei Eusébio de Queiroz que efetivamente proibia o tráfico negreiro.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Revolução Industrial

Antecedentes

Desejo da burguesia de aumentar seus lucro, pois é produzindo mais que se vende mais, gerando um maior lucro.

Cercamento dos campos

Produção de matéria prima para as indústrias. Eles utilizavam a lã e o algodão.

Consequência do cercamento dos campos

- êxodo rural
- aumento da densidade demográfica nos centros urbanos
- miséria nas cidades

Desenvolvimento tecnológico

Novas máquinas foram criadas e desenvolvidas.

Grande verba para investimento na industrialização

Capital oriundo dos atos de navegação (Revolução Inglesa - República de Cromwell).

Desenvolvimento industrial

Grande disponibilidade de mão de obra, pois havia muitos habitantes nas cidades. Como não existiam leis trabalhistas na época, os salários eram muito baixos.

Vida miserável dos trabalhadores

- baixos salários
- altas jornadas de trabalho
- sem férias ou benefícios
- trabalho infantil e feminino
- moradias insalubres
- miséria, fome e doenças

No trabalho feminino e infantil, os funcionários tinham salários ainda mais baixos. Eram vistos como inferiores e não tinham o hábito de se revoltar.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

O Primeiro Reinado

Após conquistar sua independência política de Portugal, o Brasil continuou mantendo o mesmo sistema político (Monarquia Absolutista Constitucional).
A primeira constituição foi chamada de Constituição da Mandioca, mas não foi aceita por D. Pedro I, que dispensou a assembleia constituinte e outorgou uma Nova Constituição. A segunda constituição foi outorgada (imposta) em 1924 por D. Pedro.

Principais características da constituição de 1924

- O poder passa a ser dividido em 4 partes: executivo, legislativo, judiciário e moderador.
- As antigas províncias da colônia passaram a ser Estados.
- Sistema Federativo.
- Monarquia hereditária.
- A religião Católica era a oficial.
- Beneplácito: as bulas papais (do Papa) passavam pela aprovação do Rei.
- Padroado: o rei nomeava (escolhia) e pagava o salário dos Padres.
- O voto era censitário (renda) masculino.

terça-feira, 7 de abril de 2015

O Domínio Espanhol e Holandês

http://www.clickescolar.com.br/dominio-espanhol-no-brasil.htm

Em 1640, Portugal libertou-se da Espanha. O duque de Bragança recuperou a coroa portuguesa e pôs fim ao domínio espanhol. Ao assumir o trono, recebeu o título de D. João IV, iniciando a dinastia de Bragança (ou seja, a partir daí se sucederiam governantes da mesma família, a família Bragança). Esse episódio ficou conhecido como Restauração do trono português.
Depois de sucessivas derrotas, os holandeses renderam-se em 1654. Com isso, Portugal retomou seu domínio na região açucareira do Nordeste do Brasil. Terminada a União Ibérica, Portugal encontrava-se mergulhado em grave crise econômica, pois dependia do comércio colonial e, devido ao domínio espanhol, havia perdido grande parte de suas colônias para holandeses, franceses e ingleses. Portugal procurava arduamente encontrar soluções para sair da crise econômica. Por um lado, acabou recorrendo à Inglaterra e assinou diversos tratados (contratos) econômicos. Por outro, adotou uma política rigorosa em relação ao Brasil, uma das poucas colônias que ainda lhe restavam. D. João IV dizia que o Brasil era sua “vaca de leite”.

Fonte da página: http://historiadialetica.blogspot.com.br/2010/05/dominio-espanhol-e-brasil-holandes.html

A Economia Colonial e a Escravidão

Ilustração de escravos trabalhando em um engenho. | Imagem: Reprodução

Desde o seu descobrimento, a economia brasileira era comandada por Portugal, que mantinha toda a exclusividade com os negócios feito com a colônia. Com o aumento do capitalismo mercantil o Brasil começa a avançar economicamente, principalmente com as atividades de subsistência e exportação desenvolvidas no período colonial.

Durante algum tempo o único interesse da Coroa Portuguesa era o pau-brasil, mas na segunda metade do século XVI, começaram a ficar claros que outros interesses passavam a existir.

A economia colonial  tinha um único intuito: Satisfazer a metrópole além de comprar de Portugal tudo o que precisava para que fosse possível acontecer algum tipo de desenvolvimento. A princípio a primeira atividade econômica do país foi o pau-brasil, mas a derrubada fora de controle deste tipo de árvore fez com que ele se tornasse raro, fazendo com que novas culturas fossem introduzidas a prática agrícola, como o algodão, tabaco, cana-de-açúcar e a mineração.

Propriedade de monocultura e o Ciclo do açúcar

Chamamos de monocultura o tipo de exploração agrícola que tem como base a produção de um único tipo de produto. Normalmente ela está associada ao que chamamos de latifundiários, que são os donos de grandes extensões de terras. As grandes propriedades da colônia viviam da prática da monocultura, e se voltavam para a prática do mercado externo, utilizando de mão-de-obra escrava para poder suprir a demanda. Essa mão-de-obra era inicialmente indígena, vindo a ser trocada pelos negros africanos posteriormente.

Esses latifúndios realizavam a prática do plantio da cana-de-açúcar, que também poderia ser chamada tanto de latifúndio monocultor quanto de plantation. Além das plantações, esses locais possuíam instalações e equipamentos que já serviam para refinar o açúcar: moendas, caldeira, casa de purgar. Sendo conhecidos como engenhos, muitas famílias passaram a morar neles para acompanhar de perto o processo de trabalho nos canaviais, além disso, os escravos eram praticamente 100% da mão de obra existente, muito pouco era o número de funcionários assalariados. Eles viviam em senzalas, lugares de um só cômodo, sem nenhuma higiene ou conforto, misturados homens, mulheres e crianças, como animais. Além de todo o trabalho braçal eles ainda trabalhavam na casa grande, servindo aos senhores de engenhos.

Como os portugueses já conheciam a prática do plantio da cana-de-açúcar, esse produto foi escolhido para ser o principal produzido no Brasil, além do que esse produto era muito aceito na Europa. Como o produto era muito procurado pelos europeus, os holandeses decidiram também investir no país, instalando engenhos.

A partir da metade do século XVII o ciclo do açúcar no Brasil colonial começou a declinar, já que agora o país tinha fortes concorrentes, como as Antilhas, por exemplo, que por ironia do destino eram financiadas e comercializadas pelos holandeses. Portugal agora buscava por uma nova forma de explorar as riquezas da colônia, foi quando no século XVIII teve início a exploração de diamantes e ouro, dando início a um novo ciclo econômico.

O Ciclo do Ouro na economia colonial

Logo que o açúcar deixou de ser o principal investimento brasileiro, os portugueses iniciaram pela procura de uma nova forma de exploração colonial, foi quando descobriram as primeiras minas de ouro em solo brasileiro, localizadas nas regiões onde ficam Minas Gerais e Goiás.

A importância dessa exploração foi tão grande para Portugal, que o governo decidiu mudar a capital, até então em Salvador, para o Rio de Janeiro, pois desta forma estariam mais próximos das minas de ouro.

Eles também criaram as Casas de Fundição, que cobravam impostos altíssimos de quem extraísse o ouro, o que deixava os mineiros completamente irritados. Entre esses impostos se destacavam:

  • O quinto – 20% de toda a produção do ouro deveria ir para o rei de Portugal;
  • A derrama – A colônia tinha a obrigação de arrecadar 1.500kg de ouro por ano;
  • A capitação – Era cobrado imposto sobre cada escravo que trabalhava nas minas.

O Ciclo do ouro seguiu até o ano de 1785. A exploração e os muitos impostos cobrados não agradavam em nada a população, o que levou a muitas revoltas na época.

O Escravismo no Brasil

Existe um ponto quando falamos na economia colonial que não podemos deixar de citar: a Escravidão.

Dois são os tipos de escravidão: a vermelha,  que eram a dos índios, e a africana, com os negros trazidos da África.

Quando Martim Afonso chegou ao Brasil em sua expedição de colonização no ano de 1531 ele trouxe consigo a prática do escravismo. Ela foi marcada pelo uso de escravos do continente africano, que faziam todo o trabalho pesado e eram tratados como animais. Alguns índios também foram tratados desta forma, mas por já conhecerem o território em que estavam era mais fácil fugir. Eles trabalhavam na agricultura, principalmente na parte da cana-de-açúcar, e na mineração.  Foram grandes contribuintes para o crescimento da economia do país.

Os escravos eram maltratados, chicoteados, mas mesmo assim lutavam pela sua liberdade, e essa luta levou a forma os primeiros quilombos, que eram abrigos feitos para os negros fugitivos.

A escravidão durou até o ano de 1888, quando a Lei Áurea aboliu todo tipo de escravidão no Brasil. Os negros agora eram livres, mas ainda teriam que lhe dar com o preconceito da sociedade, que insistia em tratá-los com desdém.

Fonte da página: http://www.estudopratico.com.br/economia-colonial-do-brasil-acucar-ouro-e-escravidao/

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Mercantilismo

Política econômica e comercial de exploração colonial para enriquecimento da metrópole.

Características:

- Pacto colonial: relação na qual a metrópole explorava sua colônia que era eticamente dominada pelo poder metropolitano.
- Protecionismo: imposição de tarifas para valorizar a produção nacional e diminuir as importações.
- Balança comercial favorável: o país deveria mais exportar do que importar.
- Metalismo: busca de metais preciosos nas colônias para enriquecer as monarquias europeias.

Expansão Marítima e Mercantilismo

O Mercantilismo

Entendemos o Mercantilismo como o conjunto de teo­rias e práticas de intervenção econômica surgidas na Eu­ropa a partir do século XV. Era um sistema complexo, que envolvia concepções precisas acerca da produção manufatureira, da utilização da terra e, sobretudo, do po­der do Estado.

As principais características do Mercantilismo

A doutrina mercantilista fundamenta-se no pressupos­to de que a intervenção do Estado deve garantir o equilí­brio indispensável da balança comercial. Para alcançar esse objetivo, existe a necessidade de organizar a economia de acordo com um conjunto de fatores, os quais acabaram por se definir como as características do Mercantilismo, que vamos conhecer a seguir.

• O Metalismo ou Bulionismo: o nível de riqueza de um país identifica-se com o montante de metal amoedável entesourado — quanto maior fosse a quantidade de me­tais, mais rico seria o país.

• A balança comercial favorável. Consiste na manu­tenção da balança comercial em superávit. Para que isso aconteça, o país deve exportar mais e importar menos.

• O protecionismo alfandegário. É a prática de man­ter altas taxas alfandegárias para desestimular as im­portações.

• Defesa da produção nacional. O desestímulo ao con­sumo de produtos estrangeiros a fim de incentivar a pro­dução nacional.

• O desenvolvimento nacional. Durante a Época Mo­derna a economia era pensada em âmbito nacional; o ob­jetivo a ser atingido era o desenvolvimento dentro das fron­teiras nacionais.

• Incentivo ao crescimento demográfico. Os Estados mercantilistas incentivaram a expansão demográfica a fim de formar um mercado de mão-de-obra grande o suficien­te para baixar o custo do trabalho.

• A intervenção do Estado na economia. Para colocar em prática as medidas anteriormente citadas, era necessá­ria a participação do Estado na economia.

A relação entre a economia e a política no Mercantilismo

A prosperidade oriunda do comércio permitiu ao rei, através do recolhimento de impostos, a manutenção das novas necessidades surgidas com a centralização do po­der. As moedas que entravam nos cofres públicos susten­tavam, entre outras coisas, os exércitos profissionais a ser­viço dos reis. Essa máquina de guerra era importante na defesa do Estado nacional, que era a extensão política do Mercantilismo econômico.

A relação entre a economia e o poder político do Mercantilismo se expressa na aliança entre o rei e a bur­guesia. Por esse acordo, o rei garantia o direito de reco­lher os impostos diretamente aos cofres públicos, que ele mesmo controlava. Parte desse capital foi utilizada para a criação e manutenção do exército profissional. A burgue­sia, por sua vez, recebia aquilo de que os comerciantes mais precisavam: proteção militar e política para levar adiante o seu projeto econômico.

Essa aliança realizou o sonho desses dois agentes so­ciais: o rei tornou-se muito mais poderoso — chegando ao Absolutismo —; a burguesia tornou-se muito mais rica: conquistou o mundo com o seu capital. Por outro lado, a nobreza foi incorporada aos quadros administrativos-burocráticos e militares do Estado, não ficando totalmente à margem dessa nova ordem social, política e econômica.

O trabalho no sistema mercantil

Na nova ordem econômica, o trabalho passou a ser muito valorizado. A exaltação ao trabalho se opunha à valorização da ociosidade, própria da elite da sociedade medieval, que via no trabalho uma atividade inferior, ex­clusiva das classes pobres. No mundo mercantil não deve haver tempo para a ociosidade, todo o tempo deve ser empregado no trabalho, que gera e multiplica riquezas. A nova ideologia pregava a substituição das horas de ora­ção pelas horas de trabalho. A vida material passava a ganhar importância em detrimento da vida espiritual, e a sociedade começava a se moldar de acordo com os pres­supostos capitalistas.

A Expansão Marítima

O mais notável resultado da economia mercantil foi, sem dúvida, a expansão marítima, que levou mercadores a percorrer todo o planeta. Preocupada em desenvolver o comércio, buscando novas áreas para explorar e novas mercadorias para negociar, a burguesia européia, devida­mente amparada pelo Estado, na figura de seu principal aliado, que era o rei, cruzou os oceanos em uma das maio­res aventuras humanas.

A expansão marítima foi um grande empreendimen­to econômico, político, social e militar e que envolveu grande volume de dinheiro. Sua realização somente foi possível graças à criação do Estado nacional e à aliança entre o rei e a burguesia. A centralização política pro­movida pelo Estado nacional permitiu que o rei concen­trasse toda a máquina estatal na criação de condições para o desenvolvimento tecnológico e para a preparação de técnicos e navegadores aptos a concretizar a tarefa. O custo do projeto foi financiado pela burguesia, diretamente em alguns casos, ou através dos impostos que os comerciantes pagavam ao Estado, derivados da atividade mercantil.

Mas não foram apenas os reis e os burgueses que tor­naram possível a expansão pelos mares: uma grande par­cela da sociedade foi convocada a contribuir com a empreitada. As viagens eram muito arriscadas, os naufrágios eram comuns, de tal forma que não havia certeza do retor­no dos navegantes. A população pobre, da qual saíam os marinheiros que trabalhavam nas funções menos qualifi­cadas, além de contribuir com os impostos derivados de seu trabalho, viveu o drama da perda das pessoas queridas sem participar dos benefícios econômicos e sociais oriun­dos das conquistas.

O comércio com o Oriente

As Cruzadas, que recolocaram o Ocidente em contato com o Oriente, criaram o gosto pelo consumo de exóticos produtos orientais. Os artigos mais consu­midos eram jóias, perfumes, veludos pintados, broca­dos, tecidos de seda e coral lavrado, além das especi­arias, como a canela, o cravo e a pi­menta. A expan­são do mercado europeu para esse tipo de mercadoria pôde ser rapidamente aproveitada pelos mercadores das cidades italianas, principalmente Gênova e Veneza, que nunca haviam deixado de comercializar com o Ori­ente.

Os mercadores de outros países queriam quebrar o mo­nopólio de Gênova e Veneza e participar desse comércio tão lucrativo. Esse foi o principal fator que impulsionou as viagens marítimas. Além disso, para poder manter o comércio com o Oriente, que exigia uma grande quanti­dade de moedas, havia grande interesse em encontrar me­tais amoedáveis.

O desenvolvimento técnico

Uma das mais importantes formas de apoio oferecida pelo Estado à expansão marítima foi o incentivo ao de­senvolvimento das técnicas navais. Uma técnica que ga­nhou um grande impulso no século XV foi a cartogra­fia. O cartógrafo, um misto de técnico e artista, traçava os mapas a partir dos relatos que os navegantes faziam a respeito do que ti­nham visto. Quanto mais viagens fossem feitas, mais aperfeiçoados ficavam os mapas. Também eram incenti­vados os estudos astronômicos para tornar mais fácil a orientação dos navegadores. Aperfeiçoou-se a constru­ção de embarcações e instrumentos já conhecidos, como a bússola e o astrolábio, que foram adaptados para as grandes viagens pelo mar.

A mudança do eixo econômico

Em 1498, após quase um século de preparação, uma frota portuguesa, sob o comando de Vasco da Gama, che­gou à índia. As viagens ao Oriente proporcionavam lu­cros que chegavam a 6 000%, o que fez o comércio se intensificar sensivelmente.

Esses acontecimentos provocaram uma mudança no eixo do comércio europeu. Antes de Bartolomeu Dias ultrapas­sar o Cabo da Boa Esperança, em 1487, a posição geográfi­ca de Veneza e das cidades do sul da Alemanha proporcio­nava a essas cidades grandes vantagens no domínio das ro­tas de comércio na Europa. A partir da descoberta do novo caminho para a índia, foram os países que têm costa volta­da para o Atlântico que ficaram em vantagem.

O Atlântico tornou-se a mais importante área de co­mércio do mundo. Portugal, Espanha, Holanda, In­glaterra e França tornaram-se nações privilegiadas porque têm acesso àquele oceano, que se transformou na rota mais lucrativa do começo do século XVI. O co­mércio, que antes apenas crescia, sofreu um grande salto. Tinha início o processo de formação de uma nova estrutura econômica, baseada no lucro, que é o Capita­lismo. Com o desenvolvimento do comércio, o principal fator de riqueza passou a ser a moeda.

O longo caminho para as índias

O avanço lusitano nas grandes navegações começou em 1415, com a tomada de Ceuta, importante reduto comer­cial na costa setentrional da África.

Em 1487, Bartolomeu Dias atingiu o extremo sul do continente africano (Cabo das Tormentas, depois baliza­do de Cabo da Boa Esperança) e, em 1498, o navegador português Vasco da Gama chegou a Calicute, na Índia. Estava completado o ciclo oriental das navegações. Todo esse processo está inserido no contexto de desenvolvimento do Mercantilismo, política econômica que dominou a Idade Moderna (séculos XV-XVIII), orientando o processo de colonização da América.

Após completar o ciclo oriental das navegações, Portugal estabeleceu um império comercial no Oriente, rompendo o bloqueio marítimo do Mediterrâneo imposto pelos turcos otomanos em 1453, quando estes tomaram a cidade de Constantinopla (atual Istambul, na Turquia). Também rom­peu-se o monopólio dos italianos no comércio das especiarias do Oriente (pimenta-do-reino, noz-moscada, cravo, canela).

A reação da Espanha

A Espanha teve sua centralização política posteriormen­te à de Portugal. Em 1469, os reis católicos Fernando, de Aragão, e Isabel, de Castela, casaram-se, favorecendo a unificação política dos reinos espanhóis. O ano de 1492 marca, como já citamos anteriormente, a expulsão dos mouros de seu último reduto na Península Ibérica, Grana­da. É também o ano da expansão marítima espanhola atra­vés do ciclo ocidental das navegações.

A frota de Cristóvão Colombo, navegante genovês a serviço da Espanha, navegando em direção oeste com o objetivo de encontrar uma nova rota para as índias, acabou atingindo o continente americano a 12 de outubro de 1492. As terras encontradas tornaram-se alvo de disputa entre os reinos ibéricos.

A divisão das terras

Em 1493, sob pressão portuguesa, foi assinada a bula Intercaetera, dividindo o Atlântico entre lusos e castelhanos. Por esse documento, os portugueses teriam direito apenas às terras africanas. A Coroa portuguesa pas­sou a fazer pressão no sentido de mudar o acordo. Em 1494 foi assinado o Tratado de Tordesilhas, uma linha reta imaginária a 500 milhas do arquipelago de Cabo Verde dividindo entre Portugal e Espanha as terras do Novo Mundo e ga­rantindo a hegemonia lusitana no Atlântico.

Estabelecida a rota do Atlântico e garantido o domínio da costa ocidental africana, Portugal passou a dominar o comércio marítimo das especiarias.

Fonte da página: http://persitenciadamemoria.blogspot.com.br/2007/09/mercantilismo-e-expanso-martima.html

O Renascimento Cultural

Durante os séculos XV e XVI intensificou-se, na Europa, a produção artística e científica. Esse período ficou conhecido como Renascimento ou Renascença.

Contexto Histórico

As conquistas marítimas e o contato mercantil com a Ásia ampliaram o comércio e a diversificação dos produtos de consumo na Europa a partir do século XV. Com o aumento do comércio, principalmente com o Oriente, muitos comerciantes europeus fizeram riquezas e acumularam fortunas. Com isso, eles dispunham de condições financeiras para investir na produção artística de escultores, pintores, músicos, arquitetos, escritores, etc.

Os  governantes europeus e o clero passaram a dar proteção e ajuda financeira aos artistas e intelectuais da época. Essa ajuda, conhecida como mecenato, tinha por objetivo fazer com que esses mecenas (governantes e burgueses) se tornassem mais populares entre as populações das regiões onde atuavam. Neste período, era muito comum as famílias nobres encomendarem  pinturas (retratos) e esculturas junto aos artistas.

Foi na Península Itálica que o comércio mais se desenvolveu neste período, dando origem a uma grande quantidade de locais de produção artística. Cidades como, por exemplo, Veneza, Florença e Gênova tiveram um expressivo movimento artístico e intelectual. Por este motivo, a Itália passou a ser conhecida como o berço do Renascimento.

Pietà: obra de Michelangelo (grande escultor e pintor italiano)

Características Principais:

- Valorização da cultura greco-romana. Para os artistas da época renascentista, os gregos e romanos possuíam uma visão completa e humana da natureza, ao contrário dos homens medievais;

- As qualidades mais valorizadas no ser humano passaram a ser a inteligência, o conhecimento e o dom artístico;

- Enquanto na Idade Média a vida do homem devia estar centrada em Deus (teocentrismo), nos séculos XV e XVI o homem passa a ser o principal personagem (antropocentrismo);

- A razão e a natureza passam a ser valorizadas com grande intensidade. O homem renascentista, principalmente os cientistas, passam a utilizar métodos experimentais e de observação da natureza e universo.

Durante os séculos XIV e XV, as cidades italianas como, por exemplo, Gênova, Veneza e Florença, passaram a acumular grandes riquezas provenientes do comércio. Estes ricos comerciantes, conhecidos como mecenas,  começaram a investir nas artes, aumentando assim o desenvolvimento artístico e cultural. Por isso, a Itália é conhecida como o berço do Renascentismo.  Porém, este movimento cultural não se limitou à Península Itálica. Espalhou-se para outros países europeus como, por exemplo, Inglaterra, Espanha, Portugal, França, Polônia e Países Baixos.

Mona Lisa de Leonardo da Vinci: uma das obras de arte mais conhecidas do Renascimento

Principais representantes do Renascimento Italiano e suas principais obras:

- Giotto di Bondone (1266-1337) - pintor e arquiteto italiano. Um dos precursores do Renascimento. Obras principais: O Beijo de Judas, A Lamentação e Julgamento Final.

- Fra Angelico (1395 - 1455) - pintor da fase inicial do Renascimento. Pintou iluminuras, altares e afrescos. Obras principais: A coração da virgem, A Anunciação e Adoração dos Magos.

- Michelangelo Buonarroti (1475-1564)- destacou-se em arquitetura, pintura e escultura. Obras principais: Pietá, Davi, Moisés, pinturas da Capela Sistina (Juízo Final é a mais conhecida).

- Rafael Sanzio (1483-1520) - pintou várias madonas (representações da Virgem Maria com o menino Jesus).

- Leonardo da Vinci (1452-1519)- pintor, escultor, cientista, engenheiro, físico, escritor, etc. Obras principais: Mona Lisa, Última Ceia.

- Sandro Botticelli - (1445-1510)- pintor italiano, abordou temas mitológicos e religiosos. Obras principais: O nascimento de Vênus e Primavera.

- Tintoretto - (1518-1594) - importante pintor veneziano da fase final do Renascimento. Obras principais: Paraíso e Última Ceia.

- Veronese - (1528-1588) - nascido em Verona, foi um importante pintor maneirista do Renascimento Italiano. Obras principais: A batalha de Lepanto e São Jerônimo no Deserto.

- Ticiano - (1488-1576) - o mais importante pintor da Escola de Veneza do Renascimento Italiano. Sua grande obra foi O imperador Carlos V em Muhlberg de 1548.

O Renascimento em outras regiões da Europa

- Holanda (Países Baixos): Erasmo de Roterdã foi um dos principais representantes da filosofia e literatura renascentista nos Países Baixos. Humanista e fervoroso crítico social, sua principal obra foi Elogio da loucura. Já no campo das artes plásticas, podemos destacar o pintor holandês Jan Van Eyck, cuja obra principal e mais conhecida é O Casal Arnolfini.

- Espanha: Na literatura podemos destacar o escritor Miguel de Cervantes, autor da conhecida obra Dom Quixote de la Mancha. Nas artes plásticas, destaca-se o pintor El Greco, autor de A Ascensão da Virgem, Adoração dos reis magos, El Expolio, entre outras.

- França: no campo da literatura renascentista francesa, podemos destacar o escritor e padre François Rabelais, autor da série de romances Gargântua e Pantagruel. Outro importante escritor renascentista francês foi o filósofo Montaigne, autor de Ensaios.

- Inglaterra: William Shakespeare foi o grande destaque da literatura inglesa renascentista. Considerado também um dos maiores escritores de todos os tempos, é autor de muitas obras famosas como, por exemplo, Romeu e Julieta, O Mercador de Veneza, O Rei Lear e Macbeth.

Renascimento Científico

Na área científica podemos mencionar a importância dos estudos de astronomia do polonês Nicolau Copérnico. Este defendeu a revolucionária ideia do heliocentrismo (teoria que defendia que o Sol estava no centro do sistema solar). Copérnico também estudou os movimentos das estrelas.

Galileu Galilei: um dos principais representantes do Renascimento Científico

Nesta mesma área, o italiano Galileu Galilei desenvolveu instrumentos ópticos, além de construir telescópios para aprimorar o estudo celeste. Este cientista também defendeu a ideia de que a Terra girava em torno do Sol. Este motivo fez com que Galilei fosse perseguido, preso e condenado pela Inquisição da Igreja Católica, que considerava esta ideia como sendo uma heresia. Galileu teve que desmentir suas ideias para fugir da fogueira.

A invenção da prensa móvel, feita pelo inventor alemão Gutenberg em 1439, revolucionou o sistema de produção de livros no século XV. Com este sistema, que substituiu o método manuscrito, os livros passaram a ser feitos de forma mais rápida e barata. A invenção foi de extrema importância para o aumento da circulação de conhecimentos e ideias no Renascimento.

Fonte da página: http://www.suapesquisa.com/renascimento/

terça-feira, 31 de março de 2015

O Domínio Espanhol e Holandês

União Ibérica (1580-1640)

- A união política do reino de Portugal com o reino da Espanha. Automaticamente o que pertencia a Portugal, passa a pertencer a Espanha (ex: Brasil). Os holandeses, que eram responsáveis pelo reino do açúcar brasileiro, eram inimigos dos Espanhóis e por isso, vão ser impedidos de continuar mantendo relações comerciais. No entanto, os holandeses não queriam deixar de lucrar com o Brasil e organizaram assim uma invasão ao Nordeste. Após algumas tentativas fracassadas, conseguem se fixar em Pernambuco.

Consequências:

- Invasões holandesas
- Aumento do território (fim do Tratado de Tordesilhas)
- Desenvolvimento territorial, econômico e cultural do Nordeste.

Invasão holandesa

- Para garantir o domínio das regiões o rei holandês envia Maurício de Nassau para administrar as terras conquistadas. Nassau vai modernizar e desenvolver o território promovendo várias mudanças e melhorias: tolerância religiosa (expulsa os Jesuítas), disponibiliza crédito (financiamento), melhorias em infraestrutura (iluminação, estradas, praças), vida cultural (artistas, pintores, músicos).

quinta-feira, 26 de março de 2015

Expansão Marítima: a Visão do Mar na Idade Média

Mar Tenebroso: motivos para a expansão

*Busca por novas rotas comerciais com o oriente. As rotas por terra estavam sendo dominadas pelos povos da Península Itálica.
*Necessidade de comércio com a Índia em busca de especiarias e tecidos.
*Burguesia precisa ampliar o lucro com o comércio.

Pioneirismo Português

*Posição geográfica.
*Fato de ter sido o 1º país a se formar.
*Acúmulo de riqueza pela burguesia.

Expansão Espanhola

*Colombo: 1492

Tratado de Tordesilhas

Divisão das terras ao ocidente entre Portugal e Espanha.

Expansão Francesa

*Pirataria
*Invasão no Brasil: França Antártica (RJ) e França Equinocial (MA)
*Parte do Canadá

Expansão Inglesa

*13 colônias (futuramente os EUA)

terça-feira, 24 de março de 2015

A Economia Colonial e a Escravidão

Escravidão

*O trabalho escravo era majoritário nas lavouras de cana-de-açúcar.
*Os escravos também exerciam tarefas domésticas.
*As escravas eram estupradas pelos senhores.
*Nas cidades era comum a atividade dos "escravos de ganho".

Formas de resistência negra

1. Fugas
2. Suicídio
3. Ataque aos senhores e feitores
4. Mutilação
5. Aborto
6. Quilombos

quarta-feira, 18 de março de 2015

A Crise do Sistema Feudal

As revoltas camponesas marcaram profundamente a crise do sistema feudal.

Entre os séculos X e XI, observamos que a Europa experimentou um surto demográfico proveniente do incremento das técnicas de produção agrícola então existentes. O crescimento da população determinou a busca por novas terras, já que o modo de produção disponível não era capaz de atender satisfatoriamente o ritmo de desenvolvimento da época. Com o passar do tempo, várias regiões de floresta e pântano foram empregadas para a ampliação da oferta de terrenos cultiváveis.

Com o passar das décadas vemos que tais alterações somente retardaram a incapacidade que o modo de produção feudal tinha em abastecer as crescentes populações dos campos e das cidades. Atingindo o século XIII, notamos que a ampliação das terras por ações de transformação e desmatamento impôs uma série de transformações climáticas que alteraram o rendimento das colheitas e, em pouco tempo, criou uma séria crise de abastecimento pela Europa.

A falta de alimentos acabou se aliando com a expansão rápida dos centros urbanos, que aglomeravam pessoas sem condições de saneamento e higiene então desconhecidas naquele tempo. Na metade do século XIV, entre 1340 e 1350, essa situação desfavorável acabou se agravando no momento em que a Peste Negra se consolidou como uma das mais graves epidemias a atingir a população da Europa. Em pouco tempo, aproximadamente um terço dos europeus foram dizimados com os terríveis sintomas da doença.

Em um primeiro momento, a Peste provocou uma violenta retração na mão de obra disponível. Tal quadro acabou sendo o grande responsável pelo recrudescimento das obrigações feudais. Nesse contexto de doenças e maior rigidez, as revoltas camponesas eclodiram em diferentes pontos do Velho Mundo. Pelo visto, as antigas relações de trabalho não se mostravam eficazes para suprir a demanda alimentar, econômica e política daquela população.

Sem dúvida, percebemos que o sistema feudal não conseguia abarcar as demandas de uma população em nítido crescimento. Por um lado, a limitação técnica e as obrigações impediam que a produção agrícola conseguisse suprir as demandas da época. Por outro, o crescimento das cidades e da atividade comercial não conviveria com um modelo econômico marcado em sua gênese pela subsistência. É assim que notamos a concretude das transformações entre a Idade Média e a Idade Moderna.

Fonte da página: http://www.brasilescola.com/historiag/a-crise-geral-sistema-feudal.htm

Renascimento Cultural e Centífico

*Negação ao mundo medieval
*Humanismo: movimento intelectual baseado na razão e no homem.
*Antropocentrismo x Teocentrismo
*Razão / Experimentalismo.
*Hedonismo: valorização do corpo
*Mecenato: investimento por parte da burguesia em obras de arte.

Pioneirismo Italiano:

*Atividade comercial e acúmulo de riqueza obtida através do contato com o Oriente.
*Centro do antigo Império Romano e preservação da Cultura Clássica.

Características:

*Resgate da Cultura Grego-Romana
*Perspectiva
*Jogo de luzes: claro x escuro
*Profundidade

Renascimento Científico:

*Imprensa: Gutemberg
*Geocentrismo → Terra é o centro do universo → pensamento medieval
*Heliocentrismo → sol é o centro do universo → Copérnico e Galileu → pensamento moderno

A Colonização do Território Brasileiro

Dos primeiros contatos aos engenhos de açúcar

Sempre que ouvimos falar da colonização portuguesa na América, lembramos logo da colonização do Brasil. Será que o Brasil foi realmente descoberto pelos portugueses? Ou o processo de colonização portuguesa foi uma conquista?

A colonização portuguesa no Brasil teve como principais características: civilizar, exterminar, explorar, povoar, conquistar e dominar. Sabemos que os termos civilizar, explorar, exterminar, conquistar e dominar estão diretamente ligados às relações de poder de uma determinada civilização sobre outra, ou seja, os portugueses submetendo ao domínio e conquista os indígenas. Já os termos explorar, povoar remete-se à exploração e povoamento do novo território (América).

A partir de então, já sabemos de uma coisa, que o Brasil não foi descoberto pelos portugueses, pois afirmando isto, estaremos negligenciando a história dos indígenas (povoadores) que viviam há muito tempo neste território antes da chegada dos europeus. Portanto, o processo de colonização portuguesa no Brasil teve um caráter semelhante a outras colonizações europeias, como, por exemplo, a espanhola: a conquista e o extermínio dos indígenas. Sendo assim, ressaltamos que o Brasil foi conquistado e não descoberto.

A Coroa portuguesa, quando empreendeu o financiamento das navegações marítimas portuguesas no século XV, tinha como principal objetivo a expansão comercial e a busca de produtos para comercializar na Europa (obtenção do lucro), mas não podemos negligenciar outros motivos não menos importantes como a expansão do cristianismo (Catolicismo), o caráter aventureiro das navegações, a tentativa de superar os perigos do mar (perigos reais e imaginários) e a expansão territorial portuguesa (territórios além-mar).

No ano de 1500, os primeiros portugueses chegaram ao chamado “Novo Mundo” (América), e com eles o navegador Pedro Álvares Cabral desembarcou no litoral do novo território. Logo, os primeiros europeus tomaram posse das terras e tiveram os primeiros contatos com os indígenas denominados pelos portugueses de “selvagens”. Alguns historiadores chamaram o primeiro contato entre portugueses e indígenas de “encontro de culturas”, mas percebemos com o início do processo de colonização portuguesa um “desencontro de culturas”, começando então o extermínio dos indígenas tanto por meio dos conflitos entre os portugueses quanto pelas doenças trazidas pelos europeus, como a gripe e a sífilis.

Entre 1500 a 1530, os portugueses efetivaram poucos empreendimentos no novo território conquistado, algumas expedições chegaram, como a de 1501, chefiada por Gaspar de Lemos e a expedição de Gonçalo Coelho de 1503, as principais realizações dessas expedições foram: nomear algumas localidades no litoral, confirmar a existência do pau-brasil e construir algumas feitorias.

Em 1516, Dom Manuel I, rei de Portugal, enviou navios ao novo território para efetivar o povoamento e a exploração, instalaram-se em Porto Seguro, mas rapidamente foram expulsos pelos indígenas. Até o ano de 1530, a ocupação portuguesa ainda era bastante tímida, somente no ano de 1531, o monarca português Dom João III enviou Martin Afonso de Souza ao Brasil nomeado capitão-mor da esquadra e das terras coloniais, visando efetivar a exploração mineral e vegetal da região e a distribuição das sesmarias (lotes de terras).

No litoral do atual estado de São Paulo, Martin Afonso de Souza fundou no ano de 1532 os primeiros povoados do Brasil, as Vilas de São Vicente e Piratininga (atual cidade de São Paulo). No litoral paulista, o capitão-mor logo desenvolveu o plantio da cana-de-açúcar; os portugueses tiveram o contato com a cultura da cana-de-açúcar no período das cruzadas na Idade Média.

As primeiras experiências portuguesas de plantio e cultivo da cana-de-açúcar e o processamento do açúcar nos engenhos aconteceram primeiramente na Ilha da Madeira (situada no Oceano Atlântico, a 978 km a sudoeste de Lisboa, próximo ao litoral africano). Em razão da grande procura e do alto valor agregado a este produto na Europa, os portugueses levaram a cultura da cana-de-açúcar para o Brasil (em virtude da grande quantidade de terras, da fácil adaptação ao clima brasileiro e das novas técnicas de cultivo), desenvolvendo os primeiros engenhos no litoral paulista e no litoral do nordeste (atual estado de Pernambuco), a produção do açúcar se tornou um negócio rentável.

Para desenvolver a produção do açúcar, os portugueses utilizaram nos engenhos a mão de obra escrava, os primeiros a serem escravizados foram os indígenas, posteriormente foi utilizada a mão de obra escrava africana, o tráfico negreiro neste período se tornou um atrativo empreendimento juntamente com os engenhos de açúcar.

Fonte da página: http://www.brasilescola.com/historiab/colonizacao-brasil.htm

Período Colonial (1530-1822)

Os motivos eram:

  1. As invasões estrangeiras, principalmente, franceses.
  2. Queda do lucro no comércio com as índias.
  3. Descoberta de metais preciosos pelos espanhóis.
Obs.: os franceses invadiram a Baía de Guanabara. Os portugueses enviam esquadras para expulsá-los e em 1565 Estácio de Sá, sobrinho do governador geral, Mém de Sá, funda a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro

Para colonizar Portugal opta pelo sistema de capitanias hereditárias. Assim a coroa transfere a responsabilidade e os gastos para iniciativa privada.

Período Pré Colonial (1530)

Exploração do Pau Brasil

Era feita pelos nativos em troca de "quinquilharias" (escambo).

Mãos de obra indígena e Sistema de Feitorias

Obs.: Não efetivaram a colonização, pois o comércio com as índias era mais lucrativo.

quarta-feira, 11 de março de 2015

A Formação do Estado Moderno

As monarquias nacionais centralizaram o poder político na figura de um rei.
No decorrer da Idade Média, a figura política do rei era bem distante daquela que usualmente costumamos imaginar. O poder local dos senhores feudais não se submetia a um conjunto de leis impostas pela autoridade real. Quando muito, um rei poderia ter influência política sobre os nobres que recebiam parte das terras de suas propriedades. No entanto, o reaquecimento das atividades comerciais, na Baixa idade Média, transformou a importância política dos reis.

A autoridade monárquica se estendeu por todo um território definido por limites, traços culturais e linguísticos que perfilavam a formação de um Estado Nacional. Para tanto, foi preciso superar os obstáculos impostos pelo particularismo e universalismo político que marcaram toda a Idade Média. O universalismo manifestava-se na ampla autoridade da Igreja, constituindo a posse sobre grandes extensões de terra e a imposição de leis e tributos próprios. Já o particularismo desenvolveu-se nos costumes políticos locais enraizados nos feudos e nas cidades comerciais.

Os comerciantes burgueses surgiram enquanto classe social interessada na formação de um regime político centralizado. As leis de caráter local, instituídas em cada um dos feudos, encareciam as atividades comerciais por meio da cobrança de impostos e pedágios que inflacionavam os custos de uma viagem comercial. Além disso, a falta de uma moeda padrão instituía uma enorme dificuldade no cálculo dos lucros e na cotação dos preços das mercadorias.

Além disso, a crise das relações servis causou um outro tipo de situação favorável à formação de um governo centralizado. Ameaçados por constantes revoltas – principalmente na Baixa Idade Média – e a queda da produção agrícola, os senhores feudais recorriam à autoridade real com o intuito de formar exércitos suficientemente preparados para conter as revoltas camponesas. Dessa maneira, a partir do século XI, observamos uma gradual elevação das atribuições políticas do rei.

Para convergir maiores poderes em mãos, o Estado monárquico buscou o controle sobre questões de ordem fiscal, jurídica e militar. Em outros termos, o rei deveria ter autoridade e legitimidade suficientes para criar leis, formar exércitos e decretar impostos. Com esses três mecanismos de ação, as monarquias foram se estabelecendo por meio de ações conjuntas que tinham o apoio tanto da burguesia comerciante, quanto da nobreza feudal.

Com o apoio dos comerciantes, os reis criaram exércitos mercenários que tinham caráter essencialmente temporário. Ao longo dos anos, a ajuda financeira dos comerciantes tratou de formar as milícias urbanas e as primeiras infantarias. Tal medida enfraqueceu a atuação dos cavaleiros que limitavam sua ação militar aos interesses de seu suserano. A formação de exércitos foi um passo importante para que os limites territoriais fossem fixados e para que fosse possível a imposição de uma autoridade de ordem nacional.

A partir de então, o rei acumulava poderes para instituir tributos que sustentariam o Estado e, ao mesmo tempo, regulamentaria os impostos a serem cobrados em seu território. Concomitantemente, as moedas ganhariam um padrão de valor, peso e medida capaz de calcular antecipadamente os ganhos obtidos com o comércio e a cobrança de impostos. A fixação de tais mudanças personalizou a supremacia política dos Estados europeus na figura individual de um rei.

Além de contar com o patrocínio da classe burguesa, a formação das monarquias absolutistas também contou com apoio de ordem intelectual e filosófica. Os pensadores políticos da renascença criaram importantes obras que refletiam sobre o papel a ser desempenhado pelo rei. No campo religioso, a aprovação das autoridades religiosas se mostrava importante para que os antigos servos agora se transformassem em súditos à autoridade de um rei.

Fonte da página: http://www.brasilescola.com/historiag/estados-nacionais.htm